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Reflexões sobre as religiões e similares
Estilo de vida,
Filosofia.
Thu, 9 Feb 2012 13:43
EDIT 2012-02-14 07:33
A palavra religião é oriunda do latim e significa religação com o divino. As religiões e similares são entidades que deveriam servir apenas para tentar impor as suas crenças e valores com a pretensão de ajustar o comportamento humano para fazer jus as graças divinas. Entretanto...
A palavra religião é oriunda do latim e significa religação com o divino. As religiões e similares são entidades que deveriam servir apenas para tentar impor as suas crenças e valores com a pretensão de ajustar o comportamento humano para fazer jus as graças divinas. Entretanto, elas teem servido de fachada para muitas barbáries e o expansionismo de um comércio desenfreado que é capaz de vender qualquer coisa.
Evangelização é o nome da atividade que conquista adeptos para as religiões cristãs, mas também pode ser empregado para as demais religiões e similares. A conquista de adeptos é uma atividade na qual alguém vende algo para outrem, tal como acontece nas relações comerciais. Os principais benefícios oferecidos nesta venda são conforto, segurança e sucesso, mas ela também é coercitiva para quem recusa a oferta. A relação religiosa é tão singular, que o adepto é responsabilizado por não receber graça alguma e mesmo assim atua como vendedor sem remuneração.
As religiões e similares são vendidas através de mensagens que transmitem crenças e valores. A credibilidade destas mensagens depende de pessoas, artefatos, símbolos, lugares e eventos que são rotulados de sagrados ou santificados para causarem maior impacto e evitar o questionamento. É por isso que as religiões e similares defendem ferrenhamente os seus porta-vozes e livros. As pessoas sagradas recebem títulos, tais como: profetas, santos, sacerdotes, pagés etc. Exemplos de pessoas sagradas: Jesus, Moisés, Buda, Pedro, Paulo, o Papa etc. Exemplos de artefatos sagrados: a Bíblia, o livro de Mórmon, o Mahabharata, o Bagavadguitá, o Torá, o Zend Avesta, a Tábua dos dez mandamentos, o crucifixo, o santo graal etc. Exemplos de lugares sagrados: o monte das oliveiras, as mesquitas, as igrejas, os santuários etc. Exemplos de símbolo sagrados: a cruz, a estrela de Davi etc. Os eventos considerados sagrados são denominados milagres. Exemplo: a divisão do pão e do vinho, a ressurreição etc. Em suma, a credibilidade das religiões e similares depende inteiramente de um discurso, cujo objetivo é conquistar a fé através de contos que prometem recompensas e punições.
A fé incondicional é imprescindível para a aceitação das religiões e similares, pois elas são altamente incoerentes. Exemplos:
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Ignoram o método científico.
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Pregam o amor por meio do temor.
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Enaltecem o livre-arbítrio, mas impõe regras.
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Pregam a paz, mas teem histórias de guerras.
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Pregam a resignação, mas são exemplos do oposto.
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Pregam a servidão, mas são os principais beneficiários.
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Pregam a igualdade, mas são os primeiros a discriminar.
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Pregam a salvação, mas sempre cobram adiantado.
As atividades e rituais religiosos são apenas tentativas primitivas de comunicação. Exemplos: Orar é uma tentativa de comunicação; Os transes nos rituais decorrem de tentativas de comunicação; Os templos são locais para tentativas de comunicações individuais ou coletivas. Enfim, os cultos e rituais não fazem outra coisa senão tentar ou fomentar a comunicação com divindades.
As contradições e limitações das religiões e similares são muitas, mas há muita gente predisposta a aderir a elas apenas em troca da promessa de conforto, segurança ou sucesso. Entretanto, também há muitas pessoas que não abrem mão da racionalidade. Se você é uma delas, leia também o artigo “O status quo e as religiões” (clique aqui).Se você quiser conhecer uma obra que desmistifica as religiões ocidentais, leia “Cidade Antiga” do historiador francês Fustel de Coulanges.
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